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Nem Freud explica!
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Explica isso, Freud!
Conheço pessoas que não sonham, que sonham em preto e branco ou que sonham só quando estão ansiosas. Eu sonho muito, todos os dias e com tudo o que tenho direito: cores, cheiros, efeitos especiais, gente famosa e pessoas que nunca vi na vida.
Eu não acredito muito nessas análises que muitas pessoas fazem, mas diversas vezes eu já sonhei que estava dando um voo panorâmico em cima da minha casa ou dando saltos enormes, em que quase flutuava, enquanto ando pelas ruas.
O mais impressionante, no entanto, é que as vezes os acontecimentos dentro dos meus sonhos não tem muita coerência, uma coisa vai puxando a outra e assim por diante. Sem falar que eu sei que estou sonhando, como assim? Não sei, só sei que quando sonho eu sei que estou sonhando!
Cheiro, textura, gosto, enfim…sem falar nos absurdos. Quer um exemplo, meu último sonho, que aliás entrou para o hall dos meus sonhos malucos:Estava eu e o Hamilton no mesmo salão em que eu colei grau, com a mesma decoração, mas esperando por um show de uma banda de rock. De repente, ele virou para mim e disse que iria lá fora um pouco, mas que eu ficasse ali guardando os nossos lugares. Eu concordei. Enquanto o Hamilton saia, um homem chegou anunciando que o show foi cancelado. Olhei para a porta, saí correndo, mas quanto mais eu corria mais distante o Hamilton e a porta ficavam, ao mesmo tempo que o lugar ficava bem mais cheio de pessoas.
Quando consegui sair, olhei na direção em que ele estava, mas como enchia cada vez mais de gente, acabei perdendo o Hamilton de vista. Olhei em volta e nada. Olhei de novo e, sem muita explicação, o lado de fora do salão tinha se transformado num parque, numa praça, com muitas árvores e gramado bem verde. E mais a frente, uma espécie de portal, todo florido. Pensei em ir na direção do portal. Acabei desistindo porque avistei um amigo do Hamilton, o Carlos. Ele estava de costas, numa fila para entrar numa casinha bem rústica. Corri da direção desse amigo, mas quando cheguei perto, ele entrou na casa e a porta se fechou. Olhei pela janela, tentei perguntar para ele se ele sabia onde estava o Hamilton, mas como o vitrô estava fechado, o Carlos não conseguia me ouvir.
Desisti e fui direto para o portal. Tinha um senhor logo na entrada. Esse senhor era muito parecido com o porteiro da escola em que eu fiz o ensino fundamental. Comprimentei ele e passei pelo portal. Tudo ficou turvo, nublado e tive a sensação que o tempo estava passando depressa. Dei um passo para trás, voltei para a praça. Mas já não era uma praça, nem um parque. Existia ali carros, ruas, pessoas circulando apressadas, prédios, neon, barulho e a seguinte faixa numa árvore antiga: “Comemoração dos 20 anos de construção do bairro”. Terminei de ler a faixa e disse em voz alta para mim mesma: “Poxa, já passou tanto tempo que o Hamilton nem lembra mais de mim”. Dei meia volta e fui embora.
P. S. 1 _ Sim, eu estou com saudades!P.S. 2 _ Muita!
P.S. 3 _ essa piada já é velha, né?!
Tags: Absurdo, Cotidiano, Sonho
2 responses to “Nem Freud explica!” 
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Não sei porque nunca estudei sobre o assunto, mas encaro sonhos como a nossa cabeça sendo um monitor em estado de espera. Sabe a famosa proteção de tela onde o computador projeta uma imagem para não danificar os pixels da tela? Penso que funciona da mesma forma, por isso sonhamos. Pois mesmo dormindo, o cérebro nunca deixa de funcionar.
Só que nem todos se lembram de sonhos pois não acordam no meio dele. Dizem que pra recordar só acordando naquela fase onde você visualiza o sonho. Antes e depois, não rola. Pior que sempre acordo antes ou depois disso, enfim. hehehe
PS.: Sim, muita saudade… Também tô, japonesa! Beijos! =)
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Não tenho a menor idéia do significado dos sonhos, mas vivo tendo uns loucos como o seu, em que misturo amigos de épocas diferentes com pessoas famosas e rostos desconhecidos.
Não acredito que todo sonho tenha significado, mas acredito que alguns tenham sim. Vai saber como diferenciar! rs
Boa semana!



Hamilton setembro 7th, 2009 às 10:38