-
setembro 13th, 2009Discursando, TelevisãoAs Novelas:
Eu não acompanho novela. Não gosto, acho tudo muito repetitivo e detesto a forma com que aqueles atores “atuam”. E final de novela não tem nenhuma surpresa de verdade, né? A gente sabe que de alguma forma o mocinho vai dar bem pra c*cete e o vilão vai comer o pão que o Wolf Maia amassou. Tudo dá irritantemente certo, tudo é explicado e resolvido no último bloco do último capítulo, todas as mulheres ficam grávidas, todos os casais de acertam, todos os apaixonados platônicos acabam se declarando, todo doente sara e até os mortos voltam a vida.
Aquela novela Mutantes me dava vergonha. Caminho das Índias, ou qualquer novela com o tema “estrangeiros” me dá vergonha. Os bordões me irritam de maneira indecente. Mas, o que me dá frio na espinha mesmo são as caracterizações: as novelas no Brasil, nem os autores, muito menos os atores, não tem idéia do que seja construir um personagem: juntam tudo o que tem de mais cliché, batem no liquidificador e fazem cara de paisagem.
Os programas de humor:
Nenhum salva. Nem os clássicos e os mais novos já estão desgastados. O melhor é que muita gente acha as fórmulas desses programas geniais e nem se dão conta de que é cópia, às vezes mal feita. E o que tem de bom e original, fica de canto até alguma emissora grande comprar o quadro e enfiar umas boazudas de bunda de fora no melhor estilo Maurício Sherman.
Programas de auditório:
Desses eu desisti faz tempo. Ou tem mané fazendo piada chata, ou tem atores e modelos aprendendo a dançar, ou ainda, dupla sertaneja e grupo de forró cantando playback. Sem falar num idiota agitando a platéia ou um narigudo no teclado.
Programas de Entrevista:
Alguns são bons ainda.
Programas infantis:
Não importa a apresentadora e sim os desenhos. Desenho é bacana? Então, o programa é bacana.
Programas matinais ou femininos
Parece que não sabem mais inventar coisa para ensinar a mulherada. Já passaram todas as receitas e agora estão reciclando. Antes o que era arroz de forno virou lasagna de arroz. Antes o que era pudim de chocolate, virou brigadeirão. E o que eu conhecia como batida ou vitamina (bebida feita com leite + fruta) virou smoothie. A saída foi dar dinheiro: descobrir o que tem no cofre, na mala, na panela, na caixa ou na cabeça da loira que apresenta o programa.
Tele-Jornais
Superficial como sempre e agora, com a internet, OLD Total!
Tags: Programação, Televisão, TV
-




Comentários