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janeiro 27th, 2010Cotidiano, DiscursandoEu odeio duas coisas: quiabo e cachorro. Minha “batchan”, muito esperta, um dia fez uns tempurás de quiabo e eu acabei comendo, sem saber direito do que era. Comi uns molhando no molho shoyo, mas porque era tempurá, estava crocante e o sabor do molho mascarava o sabor do quiabo. Ah! Ainda assim, odiei quiabo. Não adiantou.
Mas, quiabo a gente risca da lista de compras e evita de uma vez. Complicado foi o dia que minha irmã chegou em casa com uma bola de pelos branca aka filhote de poodle. Eu tinha 16, quase fazendo 17, e a primeira coisa que eu disse quando o vi: “Ah, não!!!! Cachorro dentro de casa, não!” A casa não era só minha, a família toda se derreteu para aquele filhote medroso. “Pior, ainda arranjaram um cachorro bunda mole!”, minha adorável simpatia pelo cachorro era nítida!
Os dias se passaram e eu reparei que ninguém tinha dado um nome para ele. E a bolinha de pelos ficava parada na porta do meu quarto, com a língua para fora. Eu só levantava da cama e fechava a porta e continuava a estudar. Isso quando ele não me seguia querendo um pedaço de biscoito ou de qualquer doce. Sempre o afastava com os pés, tirava ele do meu caminho ou simplesmente desviava dele.
Bolinha pra lá. Bolinha pra cá. Resolveram dar o nome para o cachorro de Bolinha! Me indignei, chamei todo mundo na cozinha e falei: “Me recusa a morar na mesma casa com um cachorro chamado Bolinha!”. Minha sobrinha sugeriu Fofucho (por causa daquele hamster Hantaro), lógicamente eu recusei. Então, minha mãe perguntou qual nome eu daria ao filhote e prontamente sugeri uma lista: Kenji, Hachiko, Logan, Kal-El, Eric ou Kenny.
Só quando disse Kenny que o pessoal fez uma cara de “parece-um-bom-nome”. E ficou Kenny. Melhor que Bolinha e nome bom para um cachorro: curto e digno. Depois daquele dia comecei a me afeiçoar ao Kenny. Ele era um ótimo cachorro, preguiçoso e espaçoso, apesar de nunca ter pesado mais de 3,5 quilos. Ah! Ele adorava bacon e sempre ficava com os recheios dos meus biscoitos.
Nesse final de semana, como sempre faço, liguei para casa dos meus pais e perguntei do Kenny. Estava com saudades (a vizinha tem um poodle branco que sempre late para mim quando eu dou as caras na sacada) e minha irmã disse que ele não queria comer nada. Já o tinha levado ao veterinário, comprou umas comidinhas para cachorro que ele tanto gosta, e estava esperando a segunda-feira para voltar ao veterinário: “Quem sabe ele não melhora até lá, já que voltou a comer”.
Fiquei triste e pedi para ela me ligar assim que chegasse do médico. Como ninguém tinha me ligado, nem mandado e-mail, resolvi ligar mais uma vez e perguntar do Kenny. “Ah…ele já estava velhinho, né?!”… minha mãe mal terminou a frase e eu já comecei a soluçar. Ela passou o telefone para minha irmã que me comunicou que o Kenny tinha falecido. Eu acho que eu nunca fiquei tão triste. Sei que era só um cachorro, já tinha mais de 12 anos, mas vai fazer muita falta para mim.
P.S. Agora eu vou ter uma boa desculpa para chorar quando assistir ao filme “Meu Cachorro Skip”.
(*) Eu ia zoar com o fato do Kenny ter ganhado esse nome por causa da série South Park, mas a minha moral cristã não deixou. Ainda bem que existem os PS’s e os Asteriscos: clique para a piada sem-coração.
Tags: animal de estimação, Cachorro, Meu Amigo Skip -
janeiro 6th, 2010Discursando, Moda, PolêmicaQuantas vezes você já passou por uma vitrine, viu aquela roupa maravilhosa, experimentou e, simplesmente, você ficou um lixo! Eu disse lixo. O que você faz?
(1) Compra assim mesmo, porque o importante é ter estilo e a roupa é de marca e foda mesmo.
(2) Faz cara de PQP VCS e deixa pra lá. A roupa é bonita, mas não ficou bem em mim. Paciência.
(3) Amaldiçoa a mulher na qual a roupa ficará um luxo.
Pois é, não é?. Diante de pelo menos 3 alternativas, algumas famosas insistem em fazer escolhas “alternativas”, porque elas são fodas mesmo e podem se dar ao luxo de se vestirem como um lixo.
Tags: Moda, Mulher
- Laaaaambida!
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novembro 6th, 2009Discursando, Inutilidade, ModaNão estou falando da bandinha underground, mas das modelos sensuais que eram vistas em muitas revistas do início do século passado. Sempre achei atraente o visual dessas garotas apesar de ser mulher. Peito avantajado, cintura pequena, coxas curvilíneas, bastante maquiagem, batom vermelho carregado, cabelos presos com franja ou topete, roupas curtinhas, lingeries e meias 7/8. Levemente erótico, totalmente sensual.
O que eu acho mais interessante é que muitos desenhos tem como cenário e tema o universo doméstico, que era bem o lugar ocupado pelas mulheres nessa época. Sem falar na sensação de que foram pegas no flagra num momento em que o vento levantou a saia e deixa a cinta-liga a mostra. Geralmante são loiras ou ruivas, mas acho as morenas mais bonitas e até achei uma gueixa bem sem vergonha no Google. E cara de susto? Massa né?
Tags: Mulher, pin-up
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setembro 16th, 2009Dica, DiscursandoExiste coisa mais difícil que convivência? Passar semanas, meses ou anos com a mesma pessoa. Ter momentos de extrema felicidade, de extrema tristeza e principalmente muitos momentos medianos. Aliás, são esses momentos intermediários que nos servem de referência para que reconheçamos quando se trata de um momento extrememente feliz ou extremamente triste.
O problema de um relacionamento não são os momentos medianos, mas quando a gente passa tempo demais com uma pessoa. Nesse “tempo demais”, mais ou menos, são distribuídos da seguinte maneira: de 90% de extrema alegria e 10% mediano. Só que de repente, quando menos se espera esses momentos de extrema alegria se transformam em algo menor que o mediano, mas não chegam a ser tristes. Não é um fardo conviver com a pessoa, mas não é mais interessante.
Assim como você não poderia deixar de fazer planos sem incluir a pessoa querida ou pensar nela em todas as coisas boas que fazia ou, ainda, pensar nos momentos bons que passaram juntos, você simplesmente não vê muito futuro na relação. Mas, o que aconteceu? O amor acabou? A paixão passou? A relação esfriou? A pessoa mudou ou eu mudei?
Viu como relacionamento é complicado. Mas, a gente sempre está correndo atrás de um. Atrás daquele que nos trará momentos de muita alegria, momentos de pouca alegria, momentos muito tristes, pouco tristes e principalmente momentos medianos.
Por isso, aproveitei a semana para falar de 3 filmes cujo o tema é: relacionamento!!! Aproveito e já dou as dicas dos filmes da semana. Cada filme toca em alguns pontos importantes. Tentei de algum modo “relacioná-los” e acho que (não) consegui.
Por exemplo, a personagem da Scarlet Johanson, em Vicky Cristina Barcelona, se apaixona por um pintor que mantém um relacionamente turbulento com a ex-esposa. O cara, alma de artista, precisa sempre estar apaixonado e toda aquela baboseira e tal. A ex-esposa (Penélope Cruz) e a personagem da Srta. Johanson juntas torna-se uma espécie de esposa ideal e o casal ( de três) acabam encontrando um equilíbrio (até que o relacionamento acabar, claro!).
Já em 2 Dias em Paris, Marion e Jack, que moram juntos há dois anos, começam a se conhecer melhor em apenas 2 dias. Numa visita a cidade natal da namorada, Jack acaba conhecendo os namorados anteriores, histórias íntimas e uma cultura a respeito de sexo bem diferente da americana. Um filme que mostra que Paris só é romântica para os casais apaixonadamente românticos.
Falando em sexo, e que tal um relacionamento baseado nele? Amor, sexo, cumplicidade, sexo, amizade, sexo e sexo. Sim, fazer sexo e não amor. Como dizem, amor é o que sentimos, sexo é o que fazemos. Não precisa necessariamente ter os dois. O problema é quando um pensa que existe tudo isso que mencionei anteriormente e o outro está interessado mesmo só em fazer sexo, ou melhor, mantém um relacionamento sexualmente interessante.
Assim é o filme 9 Songs: um casal que se conhece num show de rock, compartilham os mesmos gostos sobre shows, baladas, estilo de vida e sexo. Casal perfeito. Cenas fortes de sexo e shows ao vivo das melhores bandas européias salpicadas de pequenos momentos de cumplicidade e amizade. Num filme tradicional seria diferente: cenas fortes de cumplicidade e amizade salpicadas de pequenos momentos sexuais.
Mas, como eu disse: conviver e se relacionar é difícil. Mesmo assim não vivemos sem ter uma complicação dessa pelo menos uma vez na vida. Relacionamento ideal? Existe? O que precisa para ter sucesso em um? Não sei, estou descobrindo ainda.
Tags: Dicas, Filmes, Namoro, Relacionamento -
setembro 13th, 2009Discursando, TelevisãoAs Novelas:
Eu não acompanho novela. Não gosto, acho tudo muito repetitivo e detesto a forma com que aqueles atores “atuam”. E final de novela não tem nenhuma surpresa de verdade, né? A gente sabe que de alguma forma o mocinho vai dar bem pra c*cete e o vilão vai comer o pão que o Wolf Maia amassou. Tudo dá irritantemente certo, tudo é explicado e resolvido no último bloco do último capítulo, todas as mulheres ficam grávidas, todos os casais de acertam, todos os apaixonados platônicos acabam se declarando, todo doente sara e até os mortos voltam a vida.
Aquela novela Mutantes me dava vergonha. Caminho das Índias, ou qualquer novela com o tema “estrangeiros” me dá vergonha. Os bordões me irritam de maneira indecente. Mas, o que me dá frio na espinha mesmo são as caracterizações: as novelas no Brasil, nem os autores, muito menos os atores, não tem idéia do que seja construir um personagem: juntam tudo o que tem de mais cliché, batem no liquidificador e fazem cara de paisagem.
Os programas de humor:
Nenhum salva. Nem os clássicos e os mais novos já estão desgastados. O melhor é que muita gente acha as fórmulas desses programas geniais e nem se dão conta de que é cópia, às vezes mal feita. E o que tem de bom e original, fica de canto até alguma emissora grande comprar o quadro e enfiar umas boazudas de bunda de fora no melhor estilo Maurício Sherman.
Programas de auditório:
Desses eu desisti faz tempo. Ou tem mané fazendo piada chata, ou tem atores e modelos aprendendo a dançar, ou ainda, dupla sertaneja e grupo de forró cantando playback. Sem falar num idiota agitando a platéia ou um narigudo no teclado.
Programas de Entrevista:
Alguns são bons ainda.
Programas infantis:
Não importa a apresentadora e sim os desenhos. Desenho é bacana? Então, o programa é bacana.
Programas matinais ou femininos
Parece que não sabem mais inventar coisa para ensinar a mulherada. Já passaram todas as receitas e agora estão reciclando. Antes o que era arroz de forno virou lasagna de arroz. Antes o que era pudim de chocolate, virou brigadeirão. E o que eu conhecia como batida ou vitamina (bebida feita com leite + fruta) virou smoothie. A saída foi dar dinheiro: descobrir o que tem no cofre, na mala, na panela, na caixa ou na cabeça da loira que apresenta o programa.
Tele-Jornais
Superficial como sempre e agora, com a internet, OLD Total!
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agosto 15th, 2009Discursando, Polêmica, TelevisãoEdir Macedo é inocente?!
A TV Globo faz a denúncia de utilização indevida do dinheiro arrecadado pela Igreja Universal. Em contra partida a Rede Record, que faz parte dos patrimônios da instituição religiosa, acusa a emissora carioca de manipular as notícias numa tentativa de eliminar a concorrência. Um verdadeiro barraco que pôde ser acompanhado pelos principais telejornais das duas emissoras. O melhor “toma lá, da cá” que me fez até esquecer o nabo do “Fora Sarney!”
Mas, quem está certo ou errado? A TV Globo por “denunciar” o bispo Edir Macedo num momento “propício”, a Rede Record por não aceitar o tapa na cara e muito menos oferecendo a outra face ao mesmo tempo que entregava o método utilizado pela emissora carioca para permanecer na liderança, ou o bispo Edir Macedo e a Igreja Universal por “aceitar” o dízimo dos fiéis?
Não sei, não acredito em Deus, tão pouco na imparcialidade das emissoras de televisão ou de qualquer meio de comunicação. Acredito que só o fato de selecionar as notícias que farão parte da pauta do jornal e em que horário essa notícia será dada, já é uma amostra disso. Não estou falando de manipulação, não é isso. E sei que é necessário essa seleção, é necessário a “ordem do dia”, “pagar a hipoteca”, “dançar conforme a música” e “oferecer o que os telespectadores querem assistir”, assim como a Igreja Universal oferece aquilo que seus fiéis querem de uma instituição religiosa.
No final das contas, na minha opinião, parece o sujo falando do mal-lavado!
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agosto 13th, 2009Blog, Discursando, PolêmicaA prova de que o Twitter está bombando é a nova categoria do Video Music Brasil. Se nem o Orkut conseguiu essa proeza, o Twitter - que não permite a criação de albúns, nem de comunidades, muito menos de Buddy Poke, a não ser através de link – acaba de mostrar o seu potencial com apenas 14o caracteres. E todo mundo pensava que era espaço de menos, mas o ser humano consegue se superar e adaptar sua inópia mental!
Estou sendo cruel? Não é isso, eu explico. Eu mesmo que gosto de escrever me vejo fascinada por aquele “grande-MSN-filtro-de-links-leitor-de-feeds” de meia tijela. Mas, vamos aos candidatos: Danilo Gentille, Marcos Mion, Marimoon, Mano Menezes e Twittess. Um humorista, dois VJ’s, um celebridade do Twitter e um técnico de futebol do curinthia ( by the way, it’s fake!).
Eu não sei qual foi o critério de seleção dos candidatos, tirando o Gentille, que eu acompanho, os outros não entrariam nem em um sonho remoto e distante numa lista para Twitter do Ano. Por isso, pode me chamar de recalcada, pode me insultar e sair por aí dizendo que eu durmo de calça jeans, mas nenhum candidato que mereça esse prêmio Twitter do Ano, né?
Mas, que a Mtv está atirando para todos os lados isso é verdade. Web hit do ano, já passou a febre. Banda dos sonhos, também. Ano que vem se o FaceBook engrenar, vai ter premiação? Então, eu vou começar a pimpar meu profile lá: rumo ao prêmio FaceBook do ano do VMB 2010!
P.S. _ Eu votei no Jovem Nerd, mas foi pela Portuguesa e pela Senhora Jovem Nerd, meu amóóórrr! E MTv é coisa de gente fudida, mas ganhar o prêmio de Blog do Ano do VMB é de gente Foda! Falei!
Tags: Mtv, Premiação, Twitter, Twitter do Ano, VMB 2009 -
agosto 1st, 2009Discursando, Inutilidade, Polêmicaou Deus é um “erro” que sempre quis ser Verdade! ou “Qual o sentido da Vida?”
Toda vez que penso em “Deus” – aquele que criou o mundo em 7 dias, tirou a costela de Adão para criar a mulher e depois mandou seu filho para ser cruxificado – eu penso exatamente nisso: Um Erro que sempre quis ser Verdade.

Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida
Meu questionamento sobre Ele nada tem a ver com sua existência. Por que ele existe sim, nossa sociedade o inventou, então Ele existe da mesma maneira que existe Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Loira Inteligente, Político Honesto e Blogueira Gostosa.
Meu problema, minhas inquietações, são quase niilistas, culpa das leituras de Nietzsche – o filósofo bigodudo que morreu louco! Vou tentar explicar:
Deus existe, nós o inventamos. Mas, quando essa Verdade, e todo o sentido que ela dava ao mundo e aos homens, não conseguia mais explicar, ou melhor, não dava conta de explicar e acalmar as inquietudes humanas, nós simplesmente declaramos sua falência. Matamos Deus! Sim, o inventamos e o matamos. E, como fica isso?

Se realmente existisse, já teriamos encontrado!
Não fica. Matar Deus significa declarar falência de todos, ou quase todos, os sentidos e valores em que acreditamos! Declara-se falência de Deus e passamos a acreditar num mundo mais racional, explicado pela Ciência e sustentado pela Razão.
Encontramos uma forma lógica e racional para dar sentido ao mundo e explicar seus fenômenos ou inventamos uma nova forma de pensar mundo? A Razão, a racionalidade, então, é tão inventada quanto Deus. Se não acreditamos em Deus, nem na racionalidade, acreditamos em que? É possível viver sem acreditar em qualquer coisa, qualquer coisa mesmo? Nem em verdades, nem em valores superiores, nem em qualquer coisa que dê sentido ou sirva de medida para as coisas?
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julho 15th, 2009Cotidiano, Discursando, PolêmicaCom certeza eu posso afirmar que ao término deste post, terei gastado menos tempo do que levei para ser atendida no Habib’s de São Leopoldo, lá no Bourbon Shopping.

Chá de Cadeira, mais uma opção do Habib's
Para quem não sabe, e hoje eu fui procurar no Google, é que o grupo ao qual o Habib’s pertence não imaginava que isso chegaria em São Leopoldo, para onde meu papai me mandou pagar os pecados que cometi nessa breve vida.

Saudades do Troisgros >>> Sem palavras!
É bem certo que Habib’s é povão e não devo comparar ao atendimento do ToisGros (não conhece? Coitado, joga no Google!) Mas, se vendem as esfihas, os lanches, as sobremesas e os kibes bem baratos é porque o faturamento deve no mínimo para o mínino do razoável e aceitável daquilo que consideramos atendimento e limpeza, ou não?

Só tem direito a um pedido mal-atendido!
O certo é que fiquei uns bons 20 minutos na fila para pedir uma Sugestão (4 kibes, 4 esfirras de carne, 4 esfirras de queijo e 4 esfirras de frango) e um Beirute para viagem. Nesse meio tempo aconteceram alguns fatos inusitados:
1. A família leopoldense que estava na nossa frente fez todo o pedido e na hora da atendente colocar os refrigerantes na bandeja ela diz: “Ah! São 3 coca-colas, né? Então, não tem coca-cola tradicional, só zero e light”. Daí o pai vai até a mesa e tem que refazer todo o pedido…
2. Um cara pegou a pizza errada. Ele tinha pedido meia calabreza e meia pepperoni (?) e teve a capacidade de pegar a pizza meia calabreza e meia mussarella. Como assim? A atendente o chamou e pediu para trocar a pizza aos berros. Nota o Restaurante é na praça de alimentação do Shopping, eu já estava morrendo de rir!
3. A derrapada da funcionária no provável chão engordurado da cozinha!
4. A gerente putiando a “Dona que Frita os Kibe” que acabou respondendo: “Vou dar um tiro nela”. Depois ela vira para nosso lado e diz com um sorriso maligno: “Brincadeira”.
5. Depois de entregar a Sugestão para viagem, a atendente pergunta se o beirute era para levar também. E olha que na hora de fazer o pedido eu perguntei se podia fazer o pedido do Beirute para viagem. Quando ela foi lá colocar numa caixinha pedi para o Hamilton olhar bem e cuidar se ela não ia cuspir no meu beirute.
6. Toda São Leopoldo, menos os pais do Hamilton, que foram para a praia, estavam no Bourbon nesse dia e resolveram comer pizza e esfirra do Habib’s.
Olha, fiquei surpresa. O Hamilton sempre dizia que no McDonald’s, ele era super mal atendido. O que não aconteceu no McDo, aconteceu no Habib’s. Além de deixar eu pegar o sorvete Mcflurry só quando eu fosse sair, os atendentes ainda se despediram. E estava bem movimentado o local naquele dia. Achei até que fosse algo do tipo Camêra escondida.
P.S. _ O Beirute chegou inteiro e não foi cuspido, acho.
Tags: Alimentos, Atendimento, Comida Árabe, Comida Barata, Esfirra, Fast-Food, Habib's, Kibe -
julho 5th, 2009Cotidiano, Discursando, PolêmicaAgora que o Michael Jackson morreu, volta e meia passa na tv uma espécie de retrospectiva da sua vida/carreira. O que mais chama atenção, além das acusações de pedofilia, é sua excetricidade. Muita gente o criticava por isso, dizendo que a grande parte de sua dívida, e também seus problemas, vem de uma vida excêntrica. Mas, fiquei pensando: do que vale ser milionário, se não se pode ser no mínimo excêntrico?

Nem os cachorros escapam desse mundo maluco que a gente inventou!
Ser excêntrico, no entanto, é uma questão cultural. Tal comportamento pode ou não ser considerado de acordo com os valores sociais e culturais de onde se vive. Jogar pérolas aos porcos, construir um parque de diversão no “quintal” de casa, fazer festa de aniversário para o cachorro e outras tantas mais são exemplos de excentricidade na nossa cultura.
No uso popular, excentricidade refere-se a um comportamento não-usual ou estranho por parte de um indivíduo; tal comportamento pode ser notado por ser muito diferente ou simplesmente desnecessário. O conceito de excentricidade pode variar de acordo com a cultura local, dadas as diferenças de comportamento naturalmente encontradas em grupos étnicos geograficamente distantes. Diz-se que o indivíduo é excêntrico por apresentar um comportamento diferente — pessoas excêntricas geralmente encontram soluções não-convencionais para seus problemas. (Wikipédia)
No caso do Michael, no entanto, essa “excentricidade” passou dos limites da normalidade. O que é um certo paradoxo, pois se uma pessoa é excêntrica ela já não se encaixa nos comportamentos considerados normais. O problema é que a sociedade ocidental, principalmente influenciada pela cultura norte-americana, já é quase que por natureza excêntrica. Não me levem a mal, mas às vezes eu chego a essa espécie de conclusão. E, para dar uma consertada nisso tudo inventaram os excêntricos saudáveis e os não saudáveis, que nem inventaram o açúcar menos calórico, o adoçante e a coca-cola zero.
Guardadas as piadinhas, o problema maior de todo comportamento é quando ele atrapalha o seu convívio social e te faz sofrer de alguma forma, ou seja, alguma coisa não está bem. O que eu não gosto muito é quando esse pessoal da psicologia vem com aquelas fórmulas e tenta traçar seu perfil. Sabe, tem sempre alguém que tem uma lista prontinha para dizer se certa pessoa é, ou não, isso ou aquilo. Se você se encaixa nessa lista você é tal coisa, se não você não é.
Com excêntricidade é a mesma coisa, na definição do comportamento, na Wikipédia (em inglês), existe uma lista para diferenciar uma pessoa “saudavelmente excêntrica”, de uma normal ou um maluco. Não vou colocar aqui porque acho que o que diferencia uma pessoa “saudavelmente”excêntrica de uma maluco excêntrico é o fato do maluco deixar bem claro como nossa sociedade é perversa em alguns aspectos.
Também não quero defender ninguém, mas é uma questão para pensar: a necessidade de ser diferente, de se destacar, de ser originalmente original a todo momento e de nunca, nunca mesmo, se repetir. Imagina isso para um ídolo mundial…
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