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Depois de uma meia dúzia de filmes do Bergman, acabei assistindo ao filme brasileiro Nome Próprio só para relaxar. Quem assistiu ao Sétimo Selo, pelo menos, sabe do que eu estou falando. Mas, ainda não falarei dos preciosos filmes suecos que teimam em explodir minha cabeça de japonesa cutie-cutie!

Camila: blogueira/escritora com paixão
Nome Próprio não é o blog do Ivan (que está de layout novo), como o Hamilton teima em me dizer. É um filme brasileiro dirigido pelo Murilo Salles, cujo roteiro é inspirado nos textos e nos livros de Clarah Averbuck. Quem é Clarah Averbuck? Não conheces? Nem eu conhecia.
Segundo minha pesquisa feita no Google, a Clarah Averbuck nasceu em Porto Alegre, mas se tivesse nascido no bairro Feitoria, de São Leopoldo , faria mais sentido. Continuando… nasceu em PoA, mas logo se mudou para São Paulo para dar continuidade na sua carreira de escritora.
Antes disso, tentou fazer Letras e Jornalismo, na PUC-RS, sem muito saco para continuar qualquer um dos cursos. Enfim, pubicou alguns textos em blogs por aí, criou outros blogs, até que conseguiu escrever sua primeira novela: Máquina de Pinball (2002).

#Comofas?
Demorou, demorou, mas depois de Máquina de Pinball, a gaúcha escreveu Das coisas esquecidas atrás da estante, em 2003, Vida de gato, em 2004, e Nossa Senhora da Pequena Morte, de 2008. O livro Máquina de Pinball já virou peça de teatro e também serviu de inspiração para o filme Nome Próprio.
Nunca li os livros da Clarah, só assisti ao filme que conta a história de Camila Lopes, “uma jovem mulher que dedica a vida à sua paixão, escrever. Camila é intensa, complexa e corajosa. Para ela, o que interessa é construir uma trajetória como ato de afirmação. Sua vida é sua narrativa. Construir uma existência complexa o suficiente para se escrever sobre ela”.
O que me levou a fazer a seguinte pergunta: porque todo artista fica nessa de sofrer, sentir, apaixonar-se para poder escrever? Sim, sou bem mais técnica quanto a isso. Escrever uma dissertação de mestrado não é a mesma coisa que escrever um livro como a Máquina de Pinball, por exemplo. Dissertações de Mestrado, Teses de Doutorados, whatever, são trabalhos técnicos.

Ainda tenho que me acostumar e tentar entender a alma dos artistas, seres complexos, extremamente sensíveis e auto-destruidores. Se bem que tem muito blogueiro por aí que tem na alma o “ser hype, chique e gauche”. Um quê de glamour e necessidade de atenção ou fonte de inspiração? O poeta ainda é um sofredor? Sofre que é dor, a dor que deveras sente? A dor é real ou um subterfúgio?
Fico por aqui e não prometo parar de tomar xarope!
Mais sobre o Filme e os roteiros:
http://nomepropriofilme.blogspot.com
Trailer:
Tags: Blog, Blogueiro, Cinema Nacional, Clarah Averbuck, Filme Nacional, Leandra Leal, Nome Próprio
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