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    março 5th, 2010CarolCotidiano

    Não sei bem porque mas eu tive o sonho mais bizarro de toda a minha vida. Primeiro, sonhei que eu era um homem e estava preso numa torre bem alta, com duas janelas de vidro.

    A janela esquerda mostrava uma tribo nigeriana só de mulheres, todas bem bonitas e a única coisa que faziam era se arrumar, passavam batom, maquiagem, se enfeitavam, penteavam os cabelos, se elogiavam …

    E a outra janela, da direita, estava coberta por uma cortina amarelada de tão velha. Detalhe, em nenhum momento, no sonho, tive a curiosidade de abrir a cortina. Em compensação, estava ansiosa para sair da torre e para isso só existia uma solução: quebrar uma das janelas e pular.

    Escolhi a da esquerda, sem saber o que tinha do outro lado. Quebrei o vidro e quando fui pular, olhei para a outra janela e resolvi afastar a cortina e dar uma espiada: era uma tribo nigeriana só de homens, comendo as pessoas que eram atraídas pelas mulheres da outra tribo.

    Lembrei disso aqui:

    canibais

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    novembro 17th, 2009CarolLista

    Os homens dizem: Difícil entender as mulheres! As mulheres reclamam que os homens nunca se esforçam para sair do Óbvio. Quem está certo? Errado? Os publicitários conseguiram responder. Preste atenção nos comerciais, a seguir:

    1. Comercial Bob’s Picanha com hambúrgueres de 160g e de 90g

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    2. Comercial Efeito Axe

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    3. Comercial Skol “Redondo é rir da Vida” (mas, deveria se chamar A Alma Masculina em 60 segundos!)

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    4. Comercial Skol “Churrasco”, homem churrasqueiro é um caso a parte!

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    5. Comercial Umbro, nos esclarece um pouco sobre os modos higiênicos

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    6. Comercial Havaianas e os homens xavequeiros no melhor estilo @morroida

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    7. Comercial cerveja Antártica (Épico!!!!)

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    8. Comercial Quilmes mostra que homem argentino não é diferente

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    9. Comercial Cêra Grand Prix mostra como os homens são cuidadosos!

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    novembro 9th, 2009CarolCotidiano, Inutilidade, Lista

    41855070

    Ninguém tem a obrigação de saber alemão, inglês, francês ou qualquer outra língua (menos espanhol, porque não é língua estrangeira ABS). Mas, aprender a pronunciar os nomes estrangeiros ás vezes é bom e faz bem para nossos ouvidos. Em Portugal, por exemplo, muitos livros de história costumam traduzir até mesmo os nomes próprios, o que acaba sendo cômico: Gerárd vira Gerardo sem vergonha nenhuma em livros sobre a Idade Média e a sociedade feudal.

    Não é disso que estou falando, pois traduzir nomes próprios é uma “opção”, tosca, mas é. Agora falar errado ou querer adivinhar é uma falta de compostura, deselegância e próprio de cabeças de melão. O melhor é que ouvi tudo isso aí em plena faculdade, …

    Freud > Frêeudi

    Stalin > Instânlei

    Nietzsche > Níêtchê

    Chaunu > Xáuni

    Braudel > Bráudeu

    Duby > Doubai e Doubi

    Le Roy LaDurie > Tudo menos “Le Roy LaDurie”

    Schumpeter > Iscúmpíter

    Wittgenstein > (Teeenso)

    Ricoeur > Rícouer

    Hesíodo > Hesiôdo

    Tá bom né? Desculpe-me.

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    novembro 9th, 2009CarolCotidiano

    Lembrei das aulas de História Contemporânea na Unesp-Franca. Numa aula sobre Liberalismo e obviamente sobre  Adam Smith, a senhora que nos ministrava a aula disse que Adam Smith “inventou” o Liberalismo. Eu levantei a minha pequena mãozinha de japonesa e disse: “Hehehehe acho que ele teorizou”. Ela me olhou e respondeu: “Inventou”. Eu retruquei: “Se eu insistir, afetará na minha nota final?” (Eu tinha tirado 10 na prova, cof cof cof). Ela começou a rir e respodeu: “Daqui a pouco a gente conversa”.

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    outubro 12th, 2009CarolCotidiano

    Foi ontem. Terminei de conversar com o Hamilton, pelo Gtalk, fui assistir SteamBoy. Desliguei o notebook. Quando foi mais no final da tarde, fui limpar a casa, lavar o quintal e tirar a poeira dos móveis. Lembrei que tinha o novo albúm da banda The Von Bondies e busquei o notebook para ouví-lo enquanto arrumava as coisas por aqui.

    O notebook não ligou.

    Fiquei tensa.

    Tentei mais uma vez e, novamente, não ligou.

    Minha teeeeeensão aumentou. Sentei numa cadeira q tinha por perto, respirei fundo. Meu pai entrou na copa e perguntou o que tinha acontecido. Contei para ele. Ele disse para tentar de novo.

    Nada de ligar.

    Ele ficou com pena e disse que depois do feriado me comprava um novo. Meu irmão chegou, olhou e perguntou o que eu tinha feito. Contei para ele, ele disse para tirar a bateria, tentar ligar na tomada e mais um monte de coisas. Depois pediu para colocar a bateria e …

    Ligou.

    Nossa que alívio, quase chorei, meu pai e meu irmão não paravam de rir da minha situação e ainda completaram: “Se fosse o namorado dela, ela não ficaria tão preocupada!!!”

    Tá, não vivo sem meu notebook. E daí?

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    setembro 24th, 2009CarolCotidiano, Humor

    Eu não sofro de TPM. Mas, às vezes eu acho que estou atacada e só pode ser TPM. Hoje foi um dias desses, o que me lembrou de outros dois episódios.

    3 Fatos que compravam que sou antipática

    “Sempre sorrindo e atenciosa. Ainda quero ver esse seu lado antipática, como você sempre diz”. Eu tenho ouvido muito isso nos últimos meses. Mas, existem três fatos que comprovam o contrário, reflitam:

    1. No último ano da Graduação:

      Colega da Comissão de Formatura:Carol, você tem que participar da festa de formatura. Vai ser a última vez que todo mundo vai se ver. Se bobear nunca mais a gente vai ter a chance de se encontrar de novo.

      Eu: – Você promete?

    2. Na academia, no começo do semestre:

      Cara mala que fica olhando minha bunda:Posso dividir o aparelho com você?

      Eu: – Não.

      CMQFOMB: (fazendo gestual como se eu não estivesse escutado direito, por causa da música alta). – Eu disse: Posso dividir o aparelho com você?

      Eu: (fazendo o gestual como se ele não tivesse escutado direito, por causa da música alta) Não.

    3. No MSN, hoje:

      Ex-Xarope (vulgo ex-namorado): oie td bm? (emoticon)

      vi suas fotos no orkut.

      tah lindonah

      (2 minutos depois)

      Carol (ocupada): Obrigada.

      Ex-Xarope: uhahuhahahuha

      (5 minutos depois)

    Ex-Xarope: tah namorandu gordim agora?

    (emoticon de mendigo rindo)

    (emoticon de velhinha rindo)

    (muitos minutos depois)

    Ex-Xarope: ocupada?

    (2 minutos depois)

    Carol (ocupada): Muito , tô dando o c* pro gordim!

    naogrite

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    setembro 7th, 2009CarolCotidiano, Família

    Eu gosto de sonho!

    Explica isso, Freud!

    Conheço pessoas que não sonham, que sonham em preto e branco ou que sonham só quando estão ansiosas. Eu sonho muito, todos os dias e com tudo o que tenho direito: cores, cheiros, efeitos especiais, gente famosa e pessoas que nunca vi na vida.
    Eu não acredito muito nessas análises que muitas pessoas fazem, mas diversas vezes eu já sonhei que estava dando um voo panorâmico em cima da minha casa ou dando saltos enormes, em que quase flutuava, enquanto ando pelas ruas.
    O mais impressionante, no entanto, é que as vezes os acontecimentos dentro dos meus sonhos não tem muita coerência, uma coisa vai puxando a outra e assim por diante. Sem falar que eu sei que estou sonhando, como assim? Não sei, só sei que quando sonho eu sei que estou sonhando!
    Cheiro, textura, gosto, enfim…sem falar nos absurdos. Quer um exemplo, meu último sonho, que aliás entrou para o hall dos meus sonhos malucos:

    Estava eu e o Hamilton no mesmo salão em que eu colei grau, com a mesma decoração, mas esperando por um show de uma banda de rock. De repente, ele virou para mim e disse que iria lá fora um pouco, mas que eu ficasse ali guardando os nossos lugares. Eu concordei. Enquanto o Hamilton saia, um homem chegou anunciando que o show foi cancelado. Olhei para a porta, saí correndo, mas quanto mais eu corria mais distante o Hamilton e a porta ficavam, ao mesmo tempo que o lugar ficava bem mais cheio de pessoas.
    Quando consegui sair, olhei na direção em que ele estava, mas como enchia cada vez mais de gente, acabei perdendo o Hamilton de vista. Olhei em volta e nada. Olhei de novo e, sem muita explicação, o lado de fora do salão tinha se transformado num parque, numa praça, com muitas árvores e gramado bem verde. E mais a frente, uma espécie de portal, todo florido. Pensei em ir na direção do portal. Acabei desistindo porque avistei um amigo do Hamilton, o Carlos. Ele estava de costas, numa fila para entrar numa casinha bem rústica. Corri da direção desse amigo, mas quando cheguei perto, ele entrou na casa e a porta se fechou. Olhei pela janela, tentei perguntar para ele se ele sabia onde estava o Hamilton, mas como o vitrô estava fechado, o Carlos não conseguia me ouvir.
    Desisti e fui direto para o portal. Tinha um senhor logo na entrada. Esse senhor era muito parecido com o porteiro da escola em que eu fiz o ensino fundamental. Comprimentei ele e passei pelo portal. Tudo ficou turvo, nublado e tive a sensação que o tempo estava passando depressa. Dei um passo para trás, voltei para a praça. Mas já não era uma praça, nem um parque. Existia ali carros, ruas, pessoas circulando apressadas, prédios, neon, barulho e a seguinte faixa numa árvore antiga: “Comemoração dos 20 anos de construção do bairro”. Terminei de ler a faixa e disse em voz alta para mim mesma: “Poxa, já passou tanto tempo que o Hamilton nem lembra mais de mim”. Dei meia volta e fui embora.


    P. S. 1 _ Sim, eu estou com saudades!

    P.S. 2 _ Muita!

    P.S. 3 _ essa piada já é velha, né?!

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    setembro 5th, 2009CarolCotidiano, Família

    Minha sobrinha é a encarnação viva daquele trecho da música do Sérgio Mallandro: “um capeta em forma de guri”. Ela tem 3 anos e adora assistir desenho animado. É uma viciada em Simpsons, mas não consegue falar Simpson, em vez disso ela fala “pintu”. Toda vez que ela quer ver o filme, ela diz: Carolina, eu quero ver o “pintu”. E eu quase passo mal de tanto rir. (É ela consegue pronunciar Carolina, mas Simpsons fica difícil!)

    Uma vez no Ribeirão Shopping, minha irmã passou o maior carão na praça de alimentação. A menina viu o cartaz do filme e gritou: “Olha alííí, o pintu!!!”

    E essa semana, não foi o pintu e sim a cenoura. Como assim? Eu explico.

    Meu pai chegou com um pacote de cenouras e a peste, não sei o que passou na cabeça dela, pegou uma e saiu correndo pela casa. Até aqui tudo bem, sem problemas. Como estava quase na hora da minha irmã chegar, nem esquentei a cabeça, nem fui atrás para ver o que ela ia fazer com aquela cenoura.

    Minha irmã chegou, as duas foram embora. De noite fui ao banheiro fazer xixi e encontro a bendita cenoura do lado do bidê. Lavei as mãos, abri a porta, peguei a cenoura e na hora que apaguei a luz do banheiro minha mãe aparece na porta e dá uma olhada na cenoura que estava na minha mão e depois outra olhada para minha cara.

    Eu ali, saindo do banheiro com uma cenoura na mão. O que dizer? Eu só comecei a rir e disse: “a Isabelle deixou no banheiro!”

    Ainda bem que era minha mãe.

    nao-fui-eu

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    agosto 11th, 2009CarolCotidiano, Família, Lista

    Que todo mundo tem algum problema com os pais, com os irmãos ou com qualquer outro parente isso é certo. E, que nenhuma família é perfeita, isso também já sabemos. Mas, já se perguntou como as outras pessoas veem sua família?

    Normal?

    Pois é, depois de ficar bem longe da minha estou de volta. Para quem não sabe, moro numa cidade do interior de São Paulo, Ribeirão Preto que é conhecida por guardar dentro do coração de cada cidadão aquela nolstalgia de cidadezinha do interior.

    Para muitos isso pode ser uma vantagem, mas eu sempre considerei esse como o maior defeito da cidade, depois das queimadas, do ar seco e clima de deserto no inverno, no forno e umidade durante o verão, da música sertaneja e dos agroboys e marias-breteiras.

    Mas, o assunto da vez não é minha cidade maravilhosa, mas minha família famigerada, famisgerada, faz-me gerada, … com a devida liçensa poética!

    Para não dar nome aos bois e causar um cataclisma familiar, vou fazer como o pessoal das Ciências Sociais e falar dos “tipos”, ou seja, construir uma descrição tipológica (uia!) dos principais “personagens” da minha querida família. É bem provável que você irá se identificar, por que, depois dessa minha breve vida, cheguei a conclusão de que toda a família é igual.

    • Os parentes pobres

    Já começando com os dois pés na porta. Os parentes pobres, esses são os melhores. Nem consigo achar um adjetivo que se encaixe perfeitamente aos parentes pobres. No meu caso, eu os detestava, não por serem pobres, mas por sempre virem com aquela conversa de quem tem mais deve compartilhar com aqueles que não tem. Ideologia comunista comigo nunca rolou desde quando era criancinha.

    Tem gente que chama isso de solidariedade e compaixão, mas vai dizer isso para uma criança que tem que dar seus brinquedos para aqueles primos, por que a mãe acha que você já brincou bastante. É fácil fazer caridade com o que é dos outros, não?!

    • Os parentes festeiros

    Estes pelos menos não são pobres, mas sempre tem aquela desculpinha para reunir a família e fazer uma “comemoraçãozinha”. Detalhe, minha família é enorme! Meu pai foi casado duas vezes e, só ele, tem 6 (seis) irmãos. Conte comigo: desses seis irmãos, 3 tiveram 4 filhos e 3 tiveram 3 filhos. Sem falar nos meus irmãos, na minha irmã do outro casamento, nem dos filhos que esses meus primos já tiveram, as namoradas, as esposas e tal.

    Sentiu o drama? Qualquer reuniãozinha vira uma pataquada. Sem falar que na minha família, as festas NUNCA tem música, com exceções dos casamentos.

    • A parente intrometida

    Essa, toda família tem. Ás vezes, pode ser uma tia, uma prima, a vó ou a sua própria mãe. Essa, a gente tem que ter cuidado, pois assim como ela traz a fofoca familiar, ela leva!

    • O parente falastrão

    Esse é aquele tipo que gosta de conversar com você, mas não gosta muito de ouvir. Sabe aquele primo, tio ou cunhado que adoooora contar vantagem e contar todo o plano de vida que ele faz para ele mesmo para daqui um zilhão de anos? Então, mas quando chega a sua vez de falar, ele dá uma golada na cerveja e sai? É esse aí.

    • O parente conselheiro

    Esse é aquele tio que sempre que te encontra, te dá mil conselhos furados. Tem mil histórias tristes ou centenas de casos felizes que aconteceram, ou que ele testemunhou, e que você tem que saber e estar ciente para não cometer os mesmos erros e tal.

    • O parente que dá PT (perda total)

    Esse é aquele que fica bebâdo já na primeira meia hora de festa. Dá aquele vexame básico, conta umas besteiras, ofende mais um tanto, mas todo mundo releva porque ele está fora-de-si, e no meio da festa vomita, briga ou desmaia, deixando o pessoal que o está acompanhando morrendo de vergonha.

    • O parente distante

    Esse é legal, por que está longe. Se morar num lugar bacana, é melhor ainda, pois você tem lugar para ficar quando precisar viajar. O único problema: toda vez que vocês se encontram ele pergunta se você cresceu, se está namorando e faz piada de quando você era mais nova.

    • As parentes mais velhas

    Essas são gente boa, as tias mais velhas ou os avós. Dá para ir visitar e ficar vendo tv na boa, por que é isso que eles fazem o tempo todo. E, ainda te fazem um monte de comidinhas gostosas: bolinhos, bolos, salgadinhos, biscoitos, suco, café, chá, chocolate…No meu caso, tem as tias que bordam e costuram. Mas, ficar uma tarde costurando e bordando, as vezes, nunca me matou.

    • Os parentes “cabeça de bacalhau”

    Esses a gente sempre escuta os pais e os tios falarem, mas nós mesmos nunca vimos de perto. hehehe

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    agosto 7th, 2009CarolCotidiano, Humor, Polêmica

    casal gd

    Eu namoro o Hamilton há seis meses e durante cinco meses nós divimos um apartamento. Apesar de nos vermos todos os dias e estudar na mesma faculdade, nunca caímos na rotina. Era sempre algo novo toda noite, mas o que ele gostava mesmo era do convencional.

    Desde o início já combinamos, era de comum acordo e se algum perdesse o interesse, ou enjoasse, era para contar ao outro, numa conversa bem sincera. Uma vez que todo relacionamento é baseado nisso, além da sinceridade, respeito, conversa e afinidades.

    Por isso, toda noite quando chegávamos da faculdade, depois de alguns olhares cúmplice e alguns carinhos, eu sempre perguntava de que jeito ele gostava. Ele me olhava com aquela cara de menino e me devolvia a pergunta: De que jeito você quer?

    Ele, na verdade gostava de qualquer jeito e sempre me dizia que quanto mais, melhor. Respeitando é claro, os meus limites. E o dia que não tinha, ele sentia muita falta. Quando fazia, sempre me certificava se estava fazendo do jeito certo, se precisava virar mais e, vez ou outra, olhava bem no rosto dele, para procurar algum sinal de satisfação ou reprovação.

    O importante era que sempre dava certo e os nós dois saíamos bem satisfeitos, com um sorriso de um canto ao outro na boca. Muitas vezes, ficávamos calados, abraçados e conversando ao final, mas sempre eram momentos reconfortantes depois de algo tão importante para a nossa vida.

    Mas, teve um dia que resolvemos ousar, isso mesmo ousar. Fazer tudo diferente, mas para isso era necessário algo mais. Algo que desse mais tempero e sabor para aquilo que fazíamos todas as noites. Minha dúvida, no entanto, era o quê?

    Até que o Hamilton teve a idéia que me deixa suspirando até hoje, toda vez que ele faz. Eu me lembro bem do dia, ou melhor, da noite. Foi, se não me engano, há algumas semanas atrás. Foi tão gostoso que repetimos no dia seguinte.

    Aconteceu assim: ele temperou os bifes de peito de frango e em vez de empanar com farinha de rosco comum, passou na farofa pronta Yoki! Assou no forno e antes de tirar colocou algumas fatias de queijo. A nossa janta, ou a nossa “à la minuta” especial, ficou espetacular, com frango à milanesa, arroz, salada e batatas Maccain!

    Inspirado em: Mulher Gosta de Homem Bom de Briga (Grande Abóbora)

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