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Foi num sábado, no Bourbon Shopping de São Leopoldo, que ao vez o cartaz do filme “Amor Sem Escalas”, eu falei para o Hamilton: Filme com a palavra Amor no título + George Clooney = mais uma comédia romântica. No, but thanks.
Não é bem assim, confesso que me precipitei. O filme é bom só por causa desta frase aqui: “Relacionamentos”, a coisa mais pesada da sua vida!
E daí? Afirmar isso não é tão absurdo assim, mas fazer disso uma “filosofia” de vida pode ter seus problemas, como: não se ligar a nenhuma pessoa ou a nenhum lugar. Por outro lado, é esse tipo de comportamento que torna Ryan tão bom naquilo que faz: viajar por todo os Estados Unidos demitindo pessoas que nunca viu na vida.
Falar que ele não é ligado a nada é muito forte. Ryan gosta de tudo o que para as outras pessoas é considerado impessoal: quarto de hotéis, poltrona de avião, bares desconhecidos em cidades diferentes, comida de avião, … e “adora” criar esteriótipo das pessoas.
Como todo filme de Hollywood, esse também tem seu porém: ele acaba se apaixonando por uma mulher que é quase uma versão feminina dele e criando uma amizade com sua mais nova assistente. Para quem não tinha nenhuma bagagem, metaforicamente falando, Ryan passa a lidar com duas “malas”! (Bazinga!)
Além disso, ele não concorda com as renovações feitas pela empresa na qual trabalha: despedir as pessoas por teleconferência. Apesar de ser uma pessoa que prega a impessoalidade, Ryan defende a necessidade do contato pessoal por ser uma tarefa que lida com seres humanos, ou seja, lida com o imprevisível (mesmo diante de todas as pesquisas de comportamento e ferramentas tecnológicas apresentadas por Natalie).
Nesse momento do filme logo imaginei que se tratava de mais um filme com lição de moral e blá blá blá. Ryan vai ficar amiguinho da Natalie, vai entrar num relacionamento sério com Alex e voltar a se relacionar com as irmãs.E todos viverão felizes para sempre.
Ainda bem que o filme toma um rumo diferente. Mas, as lições de moral prevalecem: Natalie aprende da pior maneira que receber a notícia de que você não é mais tão necessário dentro de uma empresa por uma tela de computador não é nada bacana.
E, quando finalmente, Ryan resolve entrar num relacionamento, acaba descobrindo que não passava de um caso, de um passatempo.
O melhor do filme: ele termina como começou e como muitas vezes na vida as coisas terminam: sem solução. Ryan volta a trabalhar e a viajar, sem paradeiro e sozinho.
P. S. _ Leia mais sobre o final do filme no blogue Como Termina. Para quem não se abala com spoiler!
Tags: Amor Sem Escalas, Cinema, Filme, Relacionamento
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Já assistiu outro filme do Hitchcock sem ser Psicose? Não, então eu recomendo Marnie. A história é bem bacana: uma ladra com traumas de infância que é salva pelo amor de um homem! Falando assim parece novela mexicana inspirada no Freud, né?

O filme é um clássico do suspense, certo. É do Hitchcock, certo. Esses já seriam dois bons motivos para assistir agora. Outra coisa legal que parece ter sumido dos filmes de hoje: o filme não subestima sua inteligência, se o personagem espirra, ele não tem que ter uma conversa ou um diálogo falando o porque que ele espirro e tal.
E a introdução é a melhor, uns bons minutos sem ver o rosto da personagem principal. Só a Marnie de costas subindo no trem, chegando no hotel, arrumando as malas e seu rosto aparece quando ela se desfaz da sua identidade falsa.

Mas, tem uma cena que eu adorei: quando o Mark se declara apaixonado por uma mulher que ele sabe que é ladra e mentirosa. E, ela retruca afirmando ser ladra, mentirosa, traiçoeira, mas decente! Nesse caso, decente no que diz respeito de não se envolver com os homens para aplicar golpes.
Quem for assistir preste atenção em como as coisas se resolvem, apesar de na metade do filme tudo já estar mais ou menos revelado e em como a personalidade da Marnie é determinada por um trauma infantil, bem freudiano, bem culpa da relação papai-mamãe-eu.
Acho patético isso, mas o filme é bacana. Sem falar na sonoplastia e nos close-up, coisa de suspense que não pode faltar!
Tags: Filme, Hitchcock, Marnie, Suspense -
agosto 20th, 2009Cinema
Assisti hoje e tudo o que eu consigo pensar é: detesto quando pessoas com o cérebro do tamanho de um ovo de codorna, mas com a sorte maior que o Monte Everest, conseguem, sem muito esforço, se dar super bem e, digo mais, se dar muito bem mesmo!
O filme é muito óbvio até para um filme de mulherzinha ou sobre o mundo fashion.
Link: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Tags: Compras, Dinheiro, Filme, Mulher, Shopping, Vício -


Depp, armas e ação!
Filmes de máfia e gangsters, são os meus preferidos do gênero policial. Adoro a trilogia do Godfather, que mostra um pouco da atuação da máfia italiana nos Estados Unidos através da história da família Corleone.
O filme Inimigos Públicos, com o Johnny Depp e com a Marion Cotillard, acabou me surpreendendo. Fui achando que seria uma bomba e que, mais uma vez, iria ver o Johnny Depp interpretando o capitão Jack Sparrow num filme que não é Piratas do Caribe. Como assim?

As opções de filmes em São Leopoldo não eram muitas. Então, resolvemos assistir esse filme, mas já coloquei na minha cabeça: Tudo bem, será mais um filme em que o Depp usará daqueles trejeitos que o deixaram famoso em Piratas do Caribe, que não desapareceram quando ele fez o filme sobre a fábrica de chocolate e que persistem nesse novo filme sobre a Alice no país das maravilhas (segundo o trailer). Se bem que os três filmes que acabei de citar, os personagens de Depp são cômicos e meio-loucos, ou totalmente loucos.
Inimigos Público é um filme sério (?), sobre os prós e os contras de uma vida criminosa. De um lado: adrenalina produzida pelo desafio, a ousadia e o sentimento de estar quebrando as regras num roubo de banco, sem falar no dinheiro gasto em festas, roupas caras, carros possantes e garotas lindas. Do outro: sensação de perseguição, a falta de sossego, a distância das pessoas que ama e as mudanças constantes de cidade.
Um filme bem bacana, com muito tiro, algumas perseguições, muito sangue, algumas garotas bonitas, bons takes de câmera e sem o Jack Sparrrow! Veja o trailer:
Tags: Cinema, crimes a banco, Filme, Inimigos Públicos, Johnny Depp -

Faz tempo que estava para assistir ao filme “Réquiem para um sonho”, mas sempre tinha outra coisa para ver. Nesse final de semana eu acabei baixando e, finalmente, consegui.
Para quem não sabe, a palavra réquiem significa missa composta para um funeral. Não a missa como conhecemos hoje, mas aquela cantada. Segundo a Wikipédia, atualmente, o termo é utilizado para qualquer composicão musical composta para um funeral. A Marcha Fúnebre (Chopin), então, é uma espécie de réquiem. Outro réquiem famoso é do Mozart, enquanto o Dies irae do Verdi é a minha favorita. Dentro é claro da normalidade, não vou sair por aí, pelas ruas, de cabeça baixa e lacrimosa ouvindo música de funeral, ok?

Réquiem Para Um Sonho, 2000.
O interessante desse filme é que em inglês ele recebeu o seguinte título: Requiem For A Dream. Em Portugal, (sempre os portugueses), deram o nome de A Vida Não É Um Sonho e, no Brasil, ainda bem, ficou Réquiem Para Um Sonho, mesmo. De verdade, não gostei do título português porque estragou toda a poesia do título: uma “música” ou uma “missa”, enfim uma cerimônia/ritual fúnebre, para um sonho. E que tipo de sonho ganharia um réquiem?
A beleza do filme não fica só no título. A maneira como é tratada a forma como lidamos com os nossos sonhos e as coisas que fazemos para alcançar esse mundo ideal ou idealizado, como quiser, chega a ser um tapa na cara. De um lado, três jovens viciados em cocaína tentando arranjar a vida e ganhar dinheiro, de outro uma dona-de-casa aposentada, viúva e viciada não em drogas ilegais e sim em TV e comida. Essa é a leitura que fazemos num primeiro instante, mas conforme o filme vai passando, notamos que o “vício” desse pessoal vai além da vontade de um mundo ideal. O duro é quando os personagens se veem esgotados e muito longe do que imagiraram para suas vidas.
Não sei, mas é o tipo de filme que me deixa triste. Pior que ter um sonho díficil de realizar é ter um sonho morto, que nunca vai se realizar.
Links:
Requiem For A Dream (Wikipédia)
Tags: Cinema, Drogas, Filme, Funeral, Jared Leto, Jennifer Connelly, Réquiem, Requiem For A Dream, Réquiem Para Um Sonho, Vício
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