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agosto 20th, 2009Cinema
Assisti hoje e tudo o que eu consigo pensar é: detesto quando pessoas com o cérebro do tamanho de um ovo de codorna, mas com a sorte maior que o Monte Everest, conseguem, sem muito esforço, se dar super bem e, digo mais, se dar muito bem mesmo!
O filme é muito óbvio até para um filme de mulherzinha ou sobre o mundo fashion.
Link: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
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Faz tempo que estava para assistir ao filme “Réquiem para um sonho”, mas sempre tinha outra coisa para ver. Nesse final de semana eu acabei baixando e, finalmente, consegui.
Para quem não sabe, a palavra réquiem significa missa composta para um funeral. Não a missa como conhecemos hoje, mas aquela cantada. Segundo a Wikipédia, atualmente, o termo é utilizado para qualquer composicão musical composta para um funeral. A Marcha Fúnebre (Chopin), então, é uma espécie de réquiem. Outro réquiem famoso é do Mozart, enquanto o Dies irae do Verdi é a minha favorita. Dentro é claro da normalidade, não vou sair por aí, pelas ruas, de cabeça baixa e lacrimosa ouvindo música de funeral, ok?

Réquiem Para Um Sonho, 2000.
O interessante desse filme é que em inglês ele recebeu o seguinte título: Requiem For A Dream. Em Portugal, (sempre os portugueses), deram o nome de A Vida Não É Um Sonho e, no Brasil, ainda bem, ficou Réquiem Para Um Sonho, mesmo. De verdade, não gostei do título português porque estragou toda a poesia do título: uma “música” ou uma “missa”, enfim uma cerimônia/ritual fúnebre, para um sonho. E que tipo de sonho ganharia um réquiem?
A beleza do filme não fica só no título. A maneira como é tratada a forma como lidamos com os nossos sonhos e as coisas que fazemos para alcançar esse mundo ideal ou idealizado, como quiser, chega a ser um tapa na cara. De um lado, três jovens viciados em cocaína tentando arranjar a vida e ganhar dinheiro, de outro uma dona-de-casa aposentada, viúva e viciada não em drogas ilegais e sim em TV e comida. Essa é a leitura que fazemos num primeiro instante, mas conforme o filme vai passando, notamos que o “vício” desse pessoal vai além da vontade de um mundo ideal. O duro é quando os personagens se veem esgotados e muito longe do que imagiraram para suas vidas.
Não sei, mas é o tipo de filme que me deixa triste. Pior que ter um sonho díficil de realizar é ter um sonho morto, que nunca vai se realizar.
Links:
Requiem For A Dream (Wikipédia)
Tags: Cinema, Drogas, Filme, Funeral, Jared Leto, Jennifer Connelly, Réquiem, Requiem For A Dream, Réquiem Para Um Sonho, Vício
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